Informações divulgadas nas redes sociais pelo historiador barrosense Eustáquio Silva ajudam a entender como surgiram e evoluíram as tradições da Semana Santa em Barroso. Segundo os registros, o formato atual das celebrações foi implantado por volta de 1932, com a chegada do padre Boanerges de Souza, que passou a organizar toda a programação religiosa, do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa.
Antes disso, a principal manifestação religiosa do período era a Festa dos Passos, iniciada na década de 1880 e realizada até o começo dos anos 1930. A tradição, inclusive, foi registrada em jornais da região e tinha como destaque celebrações como a Procissão do Encontro e a Procissão do Enterro, especialmente na Sexta-feira da Paixão.

Com a reorganização promovida pelo padre Boanerges, a Semana Santa passou a ter uma programação mais ampla e estruturada, incluindo a criação dos “Passinhos”, distribuídos pelo centro da cidade e utilizados durante as procissões. Na época, fiéis de áreas rurais se deslocavam em carros de bois até o centro, onde participavam das celebrações, que também envolviam a tradição de confeccionar roupas novas para a ocasião.
As cerimônias utilizavam as duas igrejas centrais da cidade, a atual matriz de Sant’Ana e a antiga igreja do Rosário, com cortejos que seguiam entre os templos, reforçando o caráter religioso e comunitário das celebrações. Com o passar dos anos, a tradição foi mantida e adaptada, permanecendo como uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas de Barroso.















