Dia de Finados: Cemitério Paroquial Santa Maria, uma história secular

Neste dia 02 de novembro, celebra-se o Dia de Finados, um feriado nacional marcado por comoventes visitas de familiares aos entes queridos que já partiram.

A equipe da Rádio Liberdade FM direciona sua atenção ao Cemitério Paroquial Santa Maria, um local que muitos consideram como um depósito de sonhos e talentos. Essa história remonta ao ano de 1915, quando o cemitério foi estabelecido, são quase 110 anos de existência. No entanto, antes de sua construção, no século XIX, as pessoas eram sepultadas no adro da antiga capela de Sant’Ana, especificamente atrás da réplica da antiga igreja.

O historiador Eustáquio Silva explica que a necessidade de um novo cemitério surgiu devido à superlotação do cemitério anterior. Um aspecto notável é que muitas crianças perderam a vida naquela época, principalmente devido às condições precárias, o que justificou a necessidade de um novo local de sepultamento.

Como mencionado anteriormente, a construção do cemitério foi um esforço conjunto da comunidade de Barroso. Um dos organizadores desse empreendimento e o primeiro procurador do cemitério Santa Maria foi Joaquim Ferreira, trisavô de Eustáquio. Além disso, vários moradores contribuíram financeiramente, com destaque para Francisco Way e Gustavo Meireles, que doaram 400 mil e 200 mil réis, respectivamente. Lembrando que naquele tempo tudo era pago, incluindo a capina do acesso ao cemitério, sendo gratuito apenas os túmulos para os mais pobres.

Além do antigo cemitério da igreja, Eustáquio observa que padres e outras personalidades do município foram sepultados dentro da antiga capela de Sant’Ana e do Rosário, onde está a atual Matriz. Embora esses locais não fossem estritamente cemitérios, o historiador confirmou que algumas pessoas foram sepultadas no terreno onde está localizada a Praça do Cruzeiro, vítimas da gripe espanhola em 1918. Essa pandemia, que assolou o mundo naquela época, resultou em um alto índice de mortes na cidade. Padre Luiz Giarola Carlos foi o idealizador da praça, que foi construída em 1954 com a ajuda de doação em dinheiro do senhor Randolfo Ferreira, como uma homenagem a essas vítimas.

TÚMULO MAIS ANTIGO

Quem visita o Cemitério Paroquial Santa Maria, anteriormente conhecido como Cemitério Municipal, pode testemunhar um pedaço da história no túmulo mais antigo do local. Este pertence ao senhor Antônio Rodrigues de Souza, que faleceu em 1918.

 

 

 

 

 

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