Tem coisas no Carnaval de Barroso que não são só festa. São memória. São identidade. São uma espécie de abraço coletivo.
A Geralda (a Geraldona!) sempre foi isso. Criada em 1985, na Rua São Geraldo, o famoso Beco do Quinzola, ela atravessou décadas como a boneca mais conhecida da cidade. E em 2025, completou 40 anos com aquele mesmo espírito de sempre: irreverente, gigante, inesquecível.
Mas em 2026, o Carnaval chega diferente. Este ano, o Bloco da Geralda não vai sair. E não é por falta de vontade. É porque falta alguém que era mais do que organizador: era a alma da festa. José Antônio Lamounier, o Tó, partiu no dia 1º de junho de 2025. E com ele, Barroso perdeu um dos seus personagens mais verdadeiros, daqueles que fazem história sem precisar de palco, apenas com presença.
Tó amava a Geralda como quem ama alguém da família. E, de certa forma, era mesmo. Ele viu a boneca crescer, ganhar as ruas, ganhar o carinho de todos… Ah, Tó…
E agora? O Carnaval vai acontecer. A cidade vai ter música, gente, brilho. Mas vai ter também um vazio. Porque há ausências que fazem barulho. E a falta do Tó, ao lado da Geralda, é uma delas.
Em 2026 ela completaria 41 anos. Mas, desta vez, a Geraldona fica guardada. E a saudade? Ah, essa sai às ruas no seu lugar.
Sambe muito aí no Céu, meu grande e velho amigo Tó! Aqui embaixo o Carnaval vai ser menos alegre com a sua ausência. Sabemos que a folia no Céu vai ser a melhor que teve até hoje.
Mas a gente vai se mexer pra Geraldona continuar, Tó… Deixa só a poeira baixar…
Viva a Geralda! Viva o Tó! Viva o Carnaval!
Do seu amigo,
Rhonan Moreira Neto

















