Um breve relato por trás do feriado de Tiradentes

No dia 21 de abril comemora-se o feriado de Tiradentes. Na escola, durante as aulas de história apresenta-se um herói da Inconfidência Mineira, conhecido como Joaquim José da Silva Xavier ou Alferes Tiradentes. O mesmo foi um republicano que lutou pela liberdade e pagou um preço alto por isso, sendo enforcado e esquartejado no ano de 1792.

Tiradentes sonhava com uma república, mas não uma república onde Brasil se tornaria independente de Portugal, por exemplo. A república que ele e seus aliados queriam era uma república separatista, exclusiva do Estado de Minas Gerais.

Sua lembrança vem quase 100 anos depois de sua morte com o fervor das intenções republicanas e os afrontes ao império, fazendo com que ressuscitassem a imagem de Tiradentes, tornando-o símbolo da luta republicana. Como relata o jornalista e escritor Eduardo Bueno do canal Buenas Ideias.

“Quando o Imperador D. Pedro II coloca uma estátua na praça onde Tiradentes foi enforcado, causou uma revolta total surgindo até um movimento para derrubá-la, pois para os republicanos aquilo se tratava de uma mentira e o verdadeiro “gigante” do local era o Alferes. […] Então estabelecem e criam o Tiradentes como o primeiro grande herói nacional.

Quando ninguém conhecia o Tiradentes, um pintor chamado Décio Villares foi contratado para criar e pintar o Alferes, porém o personagem central aqui estava careca e sem barba e o mesmo foi retratado como um Cristo cívico.”

Por fim, com a confirmação do golpe militar da Proclamação em 1889, a primeira decisão dos militares foi à criação do feriado de Tiradentes no dia 21 de abril, data da execução do “herói” republicano.

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